Proteger o planeta: fotografe essa ideia

Eva-Lotta Jansson, África do Sul
« A Borena »
Na Etiópia, uma mulher trabalha no alargamento de uma bacia de retenção de águas.

Eva-Lotta Jansson

Segundo lugar na Categoria de Fotógrafo Profissional

Eva-Lotta é uma fotógrafa paga à peça sedeada em Joanesburgo, na África do Sul. Trabalha em África para vários orgãos de comunicação social internacionais e organizações humanitárias. De nacionalidade sueca, estudou jornalismo nos Estados Unidos, estudou fotografia e trabalhou para meios de comunicação social em Londres, na África do Sul e em Washington DC.

O primeiro projecto fotográfico de Eva-Lotta na África do Sul foi uma exposição itinerante dedicada às mulheres que trabalham nas minas. As obras foram mostradas no Museu da Fotografia de Bensusan em Newtown, o Museu de África em Joanesburgo, e depois por várias cidades mineiras do país. Eva-Lotta garante que esta experiência a «enraizou» no «continente, no seu povo e na sua história», ao ponto de se ter instalado definitivamente na África do Sul em 2006. A fotógrafa concentra o seu trabalho sobretudo em grupos minoritários e questões de justiça social. Ela passou grande parte da carreira em África a contar as histórias de pessoas atingidas pela SIDA, em particular as crianças. Recentemente, começou a formar grupos de estudantes em fotojornalismo e a fazer um documentário no Market Photo Workshop em Joanesburgo.


Eva-Lotta Jansson

A Borena, a fotografia que recebeu uma menção honrosa, foi utilizada pela Oxfam America. Eva-Lotta foi à Etiópia para testemunhar através das suas reportagens a realidade das populações fortemente atingidas pelas alterações climáticas, e mostrar como certos agricultores e pastores encontraram os meios de subsistência para as suas necessidades, apesar dos efeitos devastadores do aquecimento global.

Na Borena, Dhokatu Galma retira a sujidade que recolheu do fundo da bacia seca que se vê na parte inferior da fotografia. Dhokatu vive em Gutu Dobi, uma cidade perto do sul da Etiópia na fronteira com o Quénia. Os aldeões escavam e alargam a bacia de retenção de águas para que possa armazenar mais água quando vierem as chuvas. No âmbito do projecto da Oxfam, as mulheres das populações locais começaram a recolher dados para o sistema de alerta rápido contra a seca da ONG, para ajudar a comunidade a precaver-se contra as secas. Os esforços de quem recolhe estes dados contribuiram para que mulheres como Dhokatu fossem mais respeitadas. Mais interventivas, as mulheres conseguem agora fazerem-se ouvir no seio da comunidades.